terça-feira, junho 17, 2008

Ambiente

Educação ambiental é um tema que, apesar de muito comentado, nem sempre é tão bem compreendido em suas implicações, para além do ‘separar o lixo’, e ‘não sujar o meio ambiente’. Algumas definições, portanto, podem nos auxiliar. Por exemplo:

O CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente – define: “É um processo de formação e informação orientado para o desenvolvimento da consciência critica sobre as questões ambientais, e de atividades que levem à participação das comunidades na preservação do equilíbrio ambiental.”

Em nosso país, a Lei Federal nº 9.795, de 1999, fala do tema como “o processo por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade"

E ainda, para a UNESCO, "é um processo permanente no qual os indivíduos e a comunidade tomam consciência do seu meio ambiente e adquirem conhecimentos, habilidades, experiências, valores e a determinação que os tornam capazes de agir, individual ou coletivamente, na busca de soluções para os problemas ambientais, presentes e futuros (1987)".


Este conteúdo nos conduz a várias conclusões e aplicações sobre o tema. A que considero mais importante: há poucas chances de existir educação ambiental externa se não houver ação em nosso ambiente interno. Consciência e coração. Como escreveu Murray Bookchin: “A tecnologia - mesmo aquela que pode ser considerada má - amplifica problemas existentes, não os cria.” O que passa pelas dificuldades que permeiam todo o ambiente humano.

A preservação ambiental, portanto, começa de dentro. Pela noção de que, como filhos salvos e abençoados por Deus, somos também conscientes de que o mundo é um presente não apenas para ser desfrutado, mas também preservado. Por inteiro. Um processo de permanente interdependência, cuidando continuamente desta maravilhosa obra de Suas mãos, e criando alternativas para que não acabemos por destruir nosso próprio ninho.

Por sinal, coisa que, via de regra, nenhum animal irracional faz.



(com colaboração de materiais da leitora
Jaqueline Iepsen Corrêa).
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