Permanente

Segundo o biógrafo de Johann Sebastian Bach (1680-1750), nos últimos 20 anos de sua carreira, este gênio alemão já era considerado por seus contemporâneos como alguém meio ultrapassado, ‘fora de moda’. As novidades do momento já começavam a substituir a obra barroca do músico luterano.

Que tal se Bach tivesse resolvido seguir a moda, ou a opinião dos críticos, e mudado seu estilo? Dentre outras conseqüências, não teríamos algumas de suas obras-primas, que foram produzidas justamente neste período, mais especificamente nos 4 anos finais de sua vida.

Modas surgem, modas desaparecem e nos desafiam em nossas convicções. Quando se trata de uma roupa, um carro, um sapato, as conseqüências até podem ser mínimas. Mas de que a nossa vida poderá ser privada se resolvermos mudar o principal? Convicções, fundamento, estrutura... O resultado futuro pode ser nada harmônico.

Podemos mudar muito, mas é melhor que não seja nada do que é essencial - o Caminho que sabemos ser o correto, a Direção que não muda conforme gosto ou opinião. Ao menos não sem corrermos sérios riscos. Num mundo em que modas e modos são relativos, e que opiniões podem mudar como se troca de partido, em Deus encontrarmos certeza e segurança de que os princípios lançados por Ele jamais vão mudar. E nós, firmados neles, podemos ser maleáveis e flexíveis o suficiente para conhecermos o ponto de não chegarmos a quebrar. E podermos enxergar um futuro coerente com o nosso modo de crer e pensar.
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Se tivermos alguma dúvida quanto a isso, basta deixar o tempo passar e saberemos o que realmente resiste.

A obra de Bach esta aí, como um bom exemplo desta afirmação.
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