Criança

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Minhas duas irmãs mais velhas, Lucrécia e Candace, com as respectivas famílias, e eu aproveitávamos a visita do nosso pai ao sul. A conversa, como sempre, fluía sem pausa, e lá pelas tantas o Henrique, filho mais novo da Lucrécia, saiu do local, chorando. Quando a mãe perguntou o porquê, a resposta foi simples e sincera.
-“Ah, mãe, ninguém está tentando me agradar hoje!...”

De uma criança de 5 anos, uma atitude normal, mas infelizmente o sentimento da falta de atenção, em alguns casos, segue por mais tempo na vida. Hà um grande número de ‘crianças emocionais’ circulando por nossas ruas, e em muitos momentos, podem morar exatamente no nosso endereço. Começamos a pensar que estamos esquecidos no corredor da existência, sem nenhum rosto com tempo disponível para abrir uma porta ou fresta de luz.

Mas podemos ter certeza de que Alguém nunca esquece de nós - e não estou falando da Receita Federal, como brinca um e-mail que recebi hoje. Este alguém até poderia não fazê-lo, pois deve haver aqueles dias em que olha pra baixo e pensa, “puxa, quase ninguém está tentando me agradar hoje.” E se olharmos para a realidade urbana, ambiental, relacional da humanidade, vamos concordar.

Entretanto Deus é um Pai amoroso, que não faz birra, e sim, age com paciência. O que Ele mais quer é que este tipo de momento ‘5 anos de idade’ não dure sempre. Por isso, nos cobre de atenção e amor. Por mais que pareça estar ocupado demais, podemos ter certeza: Ele quer nos agradar sempre, todos os dias. E nós podemos fazer o mesmo em Sua direção, com palavras, gestos e ações, como filhos amados que confiam plenamente no carinho e cuidado de seu querido Pai.

Este é o lado criança que, de fato, nunca deve deixar de residir em nosso endereço.
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