Livro aberto

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Qual o papel de um livro em uma estante?

Pode ser de decoração. Ostentação, talvez. Quem sabe lembrança de estar sempre à mão.
Mas uma coisa é certa: se estiver somente na estante, não vai cumprir o seu principal papel. O livro alcança seu objetivo quanto é percorrido, com olhos prontos para absorver seu conteúdo, ou então com a mente impelida a contestar suas idéias, num diálogo que pode levar ao crescimento, amadurecimento, clareza. É assim que ele cumpre sua maior missão: aberto.

É de maneira semelhante que a fé pode ser entendida - como um livro aberto. Ela é um presente de Deus sim, não temos como nos gabarmos de tê-la conquistado por esforço próprio; o presente mais caro e mais precioso que jamais vamos receber. No entanto, na estante, serve somente para decoração, ostentação ou para ‘estar ali’.

Quer dizer, na verdade, nem para isso. Pois a Bíblia afirma que “a fé sem obras está morta”. Ou seja, a fé é o livro que, se não está aberto, não existe. A mesma fé, presente que nos liga a Deus, é o meio pelo qual entramos em ação na direção do nosso semelhante. Nós não precisamos de boas ações para construir uma ‘poupança do bem’ junto a Deus. Já somos aceitos por Ele como filhos. Mas o nosso próximo precisa. Nossa sociedade também. Nosso mundo necessita, e muito, de sorrisos, abraços, gestos, ações, cuidado, atenção, amor. E tudo isso acontece quando a fé, como um livro, é aberta e colocada em prática. Leva ao crescimento, amadurecimento, firmeza. E leva quem a lê, quer dizer, quem a vê em ação a olhar com mais atenção para a Fonte deste força que move a agir em amor.

Este livro, fé, é escrito somente com duas letras. Mas a profundidade de seu conteúdo, nem os livros do mundo inteiro poderiam descrever.
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