Burro

Entre um burro honesto e um humano nem tanto, qual a melhor opção?

A
notícia do portal Terra conta que o caminhoneiro Valdir Costa dos Santos, 41 anos, de Curitiba, PR, optou pela primeira ao achar uma bolsa com 17 mil reais. Gastou dinheiro do próprio bolso comprando cartões telefônicos e insistiu nas ligações, até achar o dono. Devolveu tudo. Isto porque ele tem um objetivo mais importante do que gastar dinheiro. “Quero que meus filhos, meus amigos e meus patrões me vejam como uma pessoa honesta e isso não tem dinheiro que paga".

Quando o dono lhe ofereceu recompensa, ele disse não precisava. Se quisesse orar por ele e sua família, já estava de bom tamanho.

Já seus colegas preferem a segunda opção. E estão chamando Valdir dos Santos de burro. “Eles dizem que ganhei o troféu da burrice, que fui um idiota em devolver o dinheiro, porque o dono é rico”.
Pois é. Para que devolver o dinheiro? O cara era rico, podia se virar. Valdir, pobre, precisaria muito mais.

A idéia presente aqui, muito disseminada em vários pontos da sociedade, é de que tudo se divide em ‘com dinheiro’ e ‘sem dinheiro’. Não importam princípios ou valores. Se tem mais dinheiro, pode ou até deve sair perdendo. Se tem menos, não importa como, tem que sair ganhando.
Trabalho digno e honesto ou não, dinheiro licito ou ilícito. A regra e passivamente aceita por aqueles que, na situação oposta, provavelmente achariam o cúmulo alguém ficar com o que lhes pertence.

Só peço ao seu Valdir que continue se esforçando para continuar burro. E que ensine seus filhos a serem assim também, burrinhos. Saiba, S. Valdir, que pode contar com mais muita gente para entrar nesta classificação de seres humanos, tão estranha para tantos.

Mas familiar para quem acredita que princípios não estão à venda.
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