Completo


Foi a terceira vez que o Gérson, o Júlio e eu nos encontramos, grande amigos nos anos 80 e 90, depois de mais uma década sem nos vermos, ao menos não no estilo sentar, conversar, rir muito, contar. Foi em agosto, com as famílias.

Estes três momentos tiveram três partes fixas não combinadas - além da quarta, um bom churrasco: Um tempo chorando de rir do passado. Outro, constatando em que ponto estamos no presente, o que adquirimos, quem amamos, quem nos completa. E um terceiro, o que está por acontecer. Curso, trabalho, aumento de família, reestruturação.

Parece que é isso que nos deixa tão emocionalmente satisfeitos em uma amizade. Amigos nos dão a lembrança do todo, a unidade da nossa existência formada por estes três tempos possíveis, passado, presente e futuro.

Chefes, por exemplo, normalmente não conseguem isso. Nem colegas de trabalho, nem parceiros de futebol. Só nos lembram do presente. Ex-casos, também não. Somente um passado, que normalmente estamos tentando esquecer. Políticos, em sua maioria, muito menos. Costumam sempre prometer um futuro bom que nunca chega.

Reencontrar-se com Deus é assim. É buscar e achar neste Amigo o sentido de toda a nossa existência. Completo.

E todos precisamos. Não há quem não tropece, caia, se machuque. É normal podermos nos sentir sozinhos, ás vezes. É natural queremos alguém com quem compartilhar. Por isso, não há quem, não precise de um reencontro com Ele, o mais continuamente possível. É na fé, na conversa, no lembrar e no projetar orientados por Ele que encontrarmos nosso todo, nosso potencial. Vemos a vida a partir de um outro lugar.

Talvez por isso este Amigo, sábio como só Ele, coloca em nossas vida pessoas amigas. Para lembrarmos sempre de como é bom nos reencontrarmos com quem nos traz boas lembranças, se interessa pelo nosso presente, e também pelo nosso futuro.

No caso Dele, interesse completo, incondicional e permanente, que nos faz viver três partes fixas bem combinadas: fé, esperança e amor. Com ou sem churrasco.

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