Um milímetro

Fonte da imagem.

Não faz muita diferença para um corredor de maratona. Nem para o tamanho do sanduíche. Não tem muita importância para a diferença uma manga e outra da camisa. Um milímetro não nos afasta do cônjuge, não nos dá um emprego, não compra um carro novo nem aumenta o salário.
Um milímetro afinal, pode ameaçar nossa vida?

Pode. O colega e amigo pastor Thompson, da
Brazil Mission Society, compartilhou consoco um pouco dos momentos nestas últimas semanas, quando foi descoberto um tumor na sua bexiga.

Apenas um milímetro.


E de repente, a vida muda. Os planos balançam. A segurança tropeça. A dúvida não apenas surge no horizonte como se transforma num outdoor ao longo da estrada. Nas palavras dele vi o normal de qualquer ser humano. "A gente fica perturbado. É o tipo de coisa que chama sua atenção mesmo".
Felizmente, numa escala de 1 a 4, o dele era nível 1. Já foi retirado e a chance de cura total é de quase 100%.A frase mais importante da conversa, entretanto, foi uma antiga certeza com nova força: "Nessas horas, vemos que tudo se resume a confiar em Deus".

Porque não importa nosso longo currículo de bons serviços prestados ao vizinho, à Igreja, à sociedade, ao sistema solar. Todos os que são humanos estão sujeitos a tudo neste mundo de imperfeições. Até a ter o nome pela primeira vez associado a uma doença que assusta só ao ser mencionada.

Tudo se resume a confiar em Deus. E que bom! Se é verdade que boas ações não isentam o ser humano de ser alvo das dores do mundo, é mais certo ainda que o amor que Deus por seus filhos ampara, alivia e mostra esperança. Relatos como este afirmam a experiência de, quando a distância parece aumentar, ser guardado, abraçado por este Pai sempre próximo, que jamais abandona, nunca se afasta, nem pensa em ir pra longe. Nem um milímetro sequer.

Nos momentos mais difíceis, não arredar um milímetro de nossa fé faz, sim, muita diferença.
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