Caminhando

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"Não há dificuldade que me derrube". É difícil aplicar isso, não?

O Mauro que o diga. Órfão de mãe e filho de pai carroceiro, é catador de papel. Mas está na faculdade. É aluno de Educação Física da Ulbra. Deve se formar no final deste ano de 2007. Já foi atropelado no dia da matrícula, recebe ajuda para poder pegar ônibus e há dois meses teve tudo o que tinha, até as tábuas daquilo que era sua casa, roubados. Roupas, sapatos. Tudo. "Mas não há dificuldade que me derrube". História que chamou a atenção da imprensa de Porto Alegre,
como nesta matéria do jornal "Diário Gaúcho".

Hoje o Mauro esteve aqui na pastoral, de novo, para nos mostrar a matéria do jornal . Uma vez por mês ele passa por aqui, tentamos ajudá-lo naquilo que nos é possível. Agora ele precisa de roupas de inverno. Mas ele vai seguir caminhando. Pois "não há dificuldade que me derrube".

Exemplos inspiradores como o do Mauro nos relembram a generosidade do nosso Deus, que nos enche de capacidade para lutar. Enquanto muito sentam e choram, outros choram caminhando. Até mesmo Jesus fez isso. Chorou. Sentiu dor e tristeza. Mas seguiu em frente. Para nos mostrar que ele nos apoia em qualquer ponto da estrada.

Podemos balançar, mas não vamos cair. Ou, se cairmos, vamos nos levantar de novo. Em Deus, sabemos que nada nos derruba definitivamente. Podemos até chorar. Mas seguimos caminhando.
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