fundamentalmente

"Um novo templo high-tech ao fundamentalismo cristão deve abrir no meio dos Estados Unidos em maio, com o objetivo de dar a maior resposta à teoria evolucionista de Charles Darwin..."

Este é começo de uma matéria da BBC Brasil reproduzida pelo portal Terra sobre o Museu da Criação. Trata-se de um local nos EUA onde o início do mundo será explicado e retratado conforme o livro bíblico de Gênesis.

Meu comentário pessoal sobre ela é que chega a ser nojento como o colega jornalista Mathew Wells utiliza o termo 'fundamentalista' logo de início, para rotular rapidamente o projeto como algo de gente fanática, passional e com conhecimento limitado - não é neste tipo de contexto que este termo é usado hoje?

É sim. E mostra que temos aqui, fundamentalmente, exposto o preconceito de um profissional da imprensa. Falou em Bíblia, é fundamentalista, é subjetivo, compromete a verdade.

Tudo bem que alguém não aceite, como vai mostrar o empreendimento, que a Terra foi criada em 6 dias e que sua idade é inferior a 10.000 anos. Tudo bem. Mas respeitar não custa nada. Até porque a opinião científica sobre o surgimento do Universo também merece isso, respeito, mas tem a mesma fundamentação que a Bìblia pode ter - acreditar na teoria.
Por pelo menos dois motivos:
_Ninguém consegue repetir o início para provar a hipótes, ou seja, permanece com tal.
_E segundo, porque é característica fundamental da ciência afirmar que a verdade nunca está fechada. A própria existência de Deus, que muitos dizem ser negada pela ciência, na verdade ficaria melhor dito desta forma: "ainda não foi provada". Em ciência, o que hoje é certo, amanhã pode já ter mudado. Quem não admite isto está longe do fundamento científico verdadeiro.

Diferente da Bíblia, que é fundamentalmente a mesma que sempre foi. E não tenha dúvida de que vai continuar. Quando se trata de fundamento, o melhor é consultar logo Quem lançou o primeiro e deu origem a tudo.

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