Descoberta e revelação

Foto: ACS/Ulbra

A descoberta do provável fóssil de dinossauro mais antigo do mundo mexeu com o mundo da paleontologia. Mas o Ulbra PVT016 promete ir além. Mudar a história. Pesquisadores do campus de Cachoeira do Sul são destaques mundiais pelo achado e, se tudo for confirmado, alguns livros com data de nascimento mais antiga devem ir para o lixo.

Esta é a crença científica corrente, até novas descobertas serem feitas. Então, mais história será mudada, e nada mais será como antes.

O relato bíblico da criação e também posteriormente não conhecem um período tão longo de existência da Terra, que, só aqui, chega a 200 milhões de anos. Mas há quem pense diferente e, neste caso, todas as inferências realizadas em torno do texto sagrado partem da premissa de que ele não é um livro de ciências, de que não é exaustivo em seus detalhes ou que deve ser interpretado de maneira figurada.

Entretanto para o teólogo, familiarizado com o texto em si, histórica e gramaticalmente, sabe que isso não é possível. O exegeta sabe das possibilidades que tem diante de si, mas tambem dos limites ao lidar com um exemplar que jamais vai para a lixeira.

Por isso, continua a antiga e saudável relação de respeito entre descoberta e revelação. Onde se encontram, se abraçam. Onde divergem, se observam. E sempre falando daquilo em que acreditam.
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