Domínio

“Ninguém quis comprar o inferno na sexta-feira, pelo menos seu endereço na Internet”, segundo esta matéria da Folha on-line. Os detentores do espaço 'hell.com' queriam no mínimo um milhão de dólares pelo dominio. Mas pelo jeito, ninguém estava disposto a queimar esta grana toda.

Você costuma comprar porcarias? Eu também evito. E parece que no mundo virtual, mesmo com tanta coisa maluca, ainda há um pouco de bom senso.

Mas o bom também é não comprar o inferno na vida real. E a gente gosta de fazer isso. Incomodar-se por pouco. Reclamar mais e agradecer de menos. Ajudar menos e se servir mais. Focar só no hoje e esquecer que pra tudo tem um amanhã. Deixar a fé de lado e abraçar atitudes que mandam tudo pro inferno, mas que podem acabar nos levando junto. O que acontece, no fim, é que pagamos caro pelo inútil domínio 'dia infernal'.

Hospedar a vida em 'com Deus’ é bem mais interessante. Vital, até. Não digo que o inferno some, mas dá uns quantos passos pra trás. E sobra bastante tempo e oportunidade para calma, vida, afeto. Sobra mais paciência para compreender e então ser compreendido. Sobra até mesmo mais vontade de administrar a vida de um jeito que não torramos tudo no hoje, e confiamos também Nele para o nosso amanhã.

Este domínio vale a pena comprar. Ou melhor, apenas receber, acessando via fé. É de graça. Estar com Deus é viver perto do calor certo.
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